Museu de Arte Moderna Brasileira

Identidade Visual | 2022


Um projeto conceitual para um museu que homenageia a arte modernista brasileira. Romper com a tradição e superar os códigos estéticos realistas foi o projeto utópico da arte antropofágica, para repensar nossa brasilidade a partir da revalorização do regionalismo e das origens afro-indígenas, fundindo elementos populares, modernos e nacionais.

Tupi or not tupi?
That is the [latent] question!

O projeto do Museu de Arte Moderna Brasileira é uma homenagem ao movimento que abriu as artes brasileiras para o mundo: a Semana de Arte Moderna de 1922. Nos anos que se seguiram, até a década de 1930, a cultura pau-brasil devorou e absorveu de forma crítica e transgressora as influências do futurismo, dadaísmo, surrealismo e expressionismo. O “manifesto antropofágico” foi um projeto ousado de reconstrução da identidade nacional, idealizado pelo escritor Oswald de Andrade e imortalizado na obra Abaporu, de Tarsila do Amaral.

A Semana de 22, ainda que realizada por um grupo privilegiado, trouxe luz para as ausências da nossa cultura, colocou em questão a diversidade ética, nossa origem indígena e nossa arte miscigenada. Era urgente e necessário repensar a cultura, resgatar as tradições, costumes e etnias que haviam permanecido praticamente ignorados pelas elites da época.


Nosso desafio foi projetar uma marca que conciliasse herança histórica e legado cultural, para criar conexões entre arte e design. O símbolo, construído a partir de um traço único, é uma pincelada nessa influência da antropofagia para a arte modernista brasileira, expressão da autenticidade e da busca por liberdade naquele contexto.

No desdobramento do projeto do Museu de Arte Moderna Brasileira procuramos, de alguma maneira, conciliar esse amálgama de experimentações: de uma arte racional, de formas geométricas, com o surrealismo do abstrato, do irreal e das formas desconexas. Uma marca criativamente livre para celebrar uma arte igualmente libertária!